03/09/2012

A Taurina como suplemento


O interesse pelo aminoácido taurina iniciou-se na década de 60, quando constatou-se sua presença em diversos tecidos corporais. Entretanto, foi bem mais tardiamente que se começou a estudar sua relação com o exercício. Hoje esse aminoácido está presente não somente em bebidas energéticas, mas em alguns pré-treinos.
A taurina é um aminoácido sulfurado, ou seja, que contém enxofre. Embora seja não essencial, sua síntese em mamíferos é limitada (Stapleton e colaboradores, 1998).
Sua administração antes de exercícios aeróbicos reduz a fadiga, aumentando a resistência em atividades de endurance (Yatabe e colaboradores, 2009). Além disso, ameniza o estresse oxidativo induzido pelo exercício (Zhang e colaboradores, 2004). Importante ressaltar que a melhora na capacidade aeróbica também ocorre em pacientes após acidentes cardiovasculares (Beyranvand e colaboradores, 2011).
No estudo de Silva e colaboradores (2011), em exercícios com componente excêntrico (como na musculação, por exemplo), observou-se uma menor produção de radicais livres. No estudo de Hoffman e colaboradores (2008), além da melhora na resistência muscular, as respostas de hormônio do crescimento e insulina foram maiores no grupo suplementado com taurina, colaborando para um perfil anabólico mais favorável após o treino.
Observa-se então que a taurina não possui efeitos benéficos apenas na resistência muscular, como se pensava há alguns anos. Mais estudos estão surgindo no que se refere também na recuperação pós-treino. Isso é muito importante, porque torna esse aminoácido numa alternativa segura na composição de diversos suplementos alimentares.

Bons Treinos!



Beyranvand MR, Khalafi MK, Roshan VD, Choobineh S, Parsa SA, Piranfar MA. Effect of taurine supplementation on exercise capacity of patients with heart failure. J Cardiol. 2011 May;57(3):333-7. Epub 2011 Feb 19.

Hoffman JR, Ratamess NA, Ross R, Shanklin M, Kang J, Faigenbaum AD. Effect of a pre-exercise energy supplement on the acute hormonal response to resistance exercise. J Strength Cond Res. 2008 May;22(3):874-82.

Silva LA, Silveira PC, Ronsani MM, Souza PS, Scheffer D, Vieira LC, Benetti M, De Souza CT, Pinho RA. Taurine supplementation decreases oxidative stress in skeletal muscle after eccentric exercise. Cell Biochem Funct. 2011 Jan-Feb;29(1):43-9. doi: 10.1002/cbf.1716. Epub 2010 Dec 27.

Stapleton PP, O'Flaherty L, redmond HP, Bouchier-Hayes DJ. Host defense – a role for the amino acid taurine? JPEN J Parenter Enteral Nutr. 1998;22(1):42-8. Review. 

Yatabe Y, Miyakawa S, Ohmori H, Mishima H, Adachi T. Effects of taurine administration on exercise. Adv Exp Med Biol. 2009;643:245-52.

Zhang M, Izumi I, Kagamimori S, Sokejima S, Yamagami T, Liu Z, Qi B. Role of taurine supplementation to prevent exercise-induced oxidative stress in healthy young men. Amino Acids. 2004 Mar;26(2):203-7. Epub 2003 May 9.

15/08/2012

Suplementação de Melatonina


Muito se fala sobre a suplementação de melatonina para induzir o sono. Mas essa substância tem sido tema de diversos assuntos na comunidade científica. Primeiramente, para quem não sabe, vamos explicar o que é melatonina.
A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal a partir do aminoácido triptofano. A glândula pineal participa como organizadora dos ritmos biológicos, como o ciclo claro/escuro do ambiente. Por isso, a melatonina tem como função regular o sono, pois num ambiente escuro seus níveis tendem a subir, provocando sono.
Mas não é no tema sono que queria me centrar no texto de hoje, mas em outros bem interessantes. Muitos dizem que não há consenso sobre sua suplementação na indução do sono, o que seria de grande valia para indivíduos que utilizam medicamentos (como rivotril) para esse fim. Porém, buscando estudos sobre a suplementação, pode-se encontrar diversos benefícios.
Por exemplo, sendo a gordura visceral um fator de risco para diversos processos inflamatórios, Ciortea et al. (2011) encontraram uma diminuição dessa após 14 dias de suplementação em ratos, além de menor proliferação de células no endométrio, prevenindo a formação de células anormais (leia-se cancerígenas). Com relação aos efeitos de proteção, ainda temos o estudo de Ochoa et al. (2011), em que a suplementação de melatonina diminuiu a inflamação e o estresse oxidativo (formação de radicais livres) em nadadores após sessões de treinamento intensas. Mrowicka et al. (2010) encontraram maior atividade da superóxido dismutase (enzima antioxidante) num período de 30 dias de suplementação.
Com relação a atividade física, ainda se tem mais benefícios, como na manutenção do glicogênio hepático durante atividades físicas intensas, inclusive em diabéticos (Bicer et al., 2011; Kaya et al., 2010), além de atuar como um antioxidante do tecido nervoso, prevenindo lesões induzidas pelo exercício (Ayaz, 2009).
O que realmente chama mais atenção é esse suplemento ser vendido em quaisquer farmácias em praticamente todos os países do mundo e a Anvisa não liberar sua comercialização no Brasil. Será que nós estamos certos e todo o resto mundo errado? Ou há alguma indústria poderosa apoiando essa atitude.
Convido-os também a leitura desse texto bem interessante para fomentar a discussão.



Bons Treinos!

Biografia

Ayaz M, Okudan N. Effects of melatonin supplementation on exercise-induced changes in conduction velocity distributions. Methods Find Exp Clin Pharmacol. 2009 Apr;31(3):151-6.

Bicer M, Akil M, Avunduk MC, Kilic M, Mogulkoc R, Baltaci AK. Interactive effects of melatonin, exercise and diabetes on liver glycogen levels. Endokrynol Pol. 2011;62(3):252-6.

Ciortea R, Costin N, Braicu I, Haragâş D, Hudacsko A, Bondor C, Mihu D, Mihu CM. Effect of melatonin on intra-abdominal fat in correlation with endometrial proliferation in ovariectomized rats. Anticancer Res. 2011 Aug;31(8):2637-43.

Kaya O, Kilic M, Celik I, Baltaci AK, Mogulkoc R. Effect of melatonin supplementation on plasma glucose and liver glycogen levels in rats subjected to acute swimming exercise.  Pak J Pharm Sci. 2010 Jul;23(3):241-4.

Mrowicka M, Garncarek P, Miller E, Kedziora J, Smigielski J, Malinowska K, Mrowicki J. Effect of melatonin on activity of superoxide dismutase (CuZn-SOD) in erythrocytes of patients during short- and long-term hypokinesis. Wiad Lek. 2010;63(1):3-9.

Ochoa JJ, Díaz-Castro J, Kajarabille N, García C, Guisado IM, De Teresa C, Guisado R. Melatonin supplementation ameliorates oxidative stress and inflammatory signaling induced by strenuous exercise in adult human males.  J Pineal Res. 2011 Nov;51(4):373-80. doi: 10.1111/j.1600-079X.2011.00899.x. Epub 2011 May 26.





27/07/2012

Whey Protein auxilia no tratamento de diabetes tipo-2


Olhem que interessante esse artigo sobre mais um benefício de um dos aminoácidos contidos no Whey Protein:

Diabetes continua a ser um grave problema de saúde pública. Segundo a Associação Americana de Diabetes, 23,5 milhões, ou 10,7% das pessoas nos EUA acima de 20 anos têm diabetes. A Diabetes tipo-2 é tratada através do controle da dieta e hipoglicemiantes orais. No entanto, para muitos pacientes, a realização de um controle rigoroso da glicose é difícil com os esquemas vigentes. Este capítulo discute um suplemento dietético de custo relativamente baixo e que poderia ser usado como uma terapia coadjuvante para diabetes tipo-2. Uma revisão da literatura indica que a proteína de soro de leite, rica em cisteína, melhora o metabolismo da glicose em animais diabéticos e pacientes diabéticos do tipo 2. Do mesmo modo, em estudos com animais, melhorias no metabolismo da glicose são observadas após a suplementação com L-cisteína, ou moléculas que contêm um radical cisteína.
Embora os mecanismos fisiológicos de atuação precisam ser mais compreendidos, a suplementação com proteínas ricas em cisteína pode se tornar uma conduta não farmacológica no tratamento de diabetes tipo-2.

Referência:

Jain SK. L-Cysteine supplementation as an adjuvant therapy for type-2 diabetes. Can J Physiol Pharmacol. 2012 Aug;90(8):1061-4. Epub 2012 Jul 11.



04/07/2012

Leucina e dislipidemias


Um estudo recente, realizado no início de 2012, demonstrou mais um benefício da suplementação de leucina (um aminoácido de cadeia ramificada, ou simplesmente um componente dos BCAAs). Embora o trabalho tenha sido realizado em ratos, trouxe um achado interessante como auxílio na conduta no tratamento de dislipidemias.

Os ratos tiveram dislipidemia induzida por dexametasona (5mg.Kg.dia-2) e foram divididos nos grupos dexametasona, controle (sem nenhuma intervenção), dexametasona e treino de força, dexametasona e leucina, dexametasona com treino de força e leucina. A suplementação de leucina era de 0,135 g.kg.dia-2. O treino consistia em três séries de agachamento com dois dias de intervalo entre as sessões.
Interessante que tanto a leucina quanto o treino de força sozinhos não influenciaram de forma positiva o VLDL (colesterol) e os triglicerídeos. Porém, quando combinados, a amostra apresentou redução significativa nos dois marcadores. Houve aumentos no HDL (colesterol “bom”) nos grupos de treino de força e treino de força combinado com a suplementação de leucina. Essa informação nos mostra a importância da atividade física nas alterações benéficas do chamado “colesterol bom”.

De qualquer modo, além dos benefícios estéticos, a suplementação de leucina, quando combinada com atividade física, pode se tornar uma aliada no tratamento de dislipidemias.

Bons Treinos!

Referência:

Nicastro H, da Luz CR, Chaves DF, das Neves W, Valente KS, Lancha AH Jr. Leucine supplementation combined with resistance exercise improves the plasma lipid profile of dexamethasone-treated rats.  Lipids Health Dis. 2012 Jan 11;11:7.

03/07/2012

Produtos novos na maxximum


Bom sabor e excelente conteúdo protéico.

Porque além de suplementar, você precisa de alimentação adequada.

Atualmente, o melhor pré-treino nacional. Proporciona a mesma sensação dos importados, com um custo-benefício excelente.