04/07/2012
Leucina e dislipidemias
17/05/2011
Reportagem na Zero Hora sobre Bcaa´s
Saiba o que são os poderosos BCAA'S, aminoácidos que fornecem energia aos músculos
A suplementação desses aminoácidos pode apresentar efeitos anabólicos no metabolismo
Em inglês, a sigla significa Branched Chain Amino Acids. Em alta quando o assunto é nutrição, os BCAA's também são conhecidos como aminoácidos de cadeia ramificada, composto por três aminoácidos essenciais — leucina, isoleucina e valina. Por não serem produzidos em nosso organismo, precisamos obtê-los pela alimentação: carnes em geral, ovos, leite e seus derivados são ricos na substância, assim como os suplementos. A proteína isolada do soro do leite, a famosa whey protein, é uma das fontes mais ricas.
Segundo a nutricionista da rede Mundo Verde, Thais Souza, aproximadamente 17% dos BCAA's são encontrados nas proteínas dos músculos, para os quais esses aminoácidos fornecem até 16% de energia.
Estudos apontam que a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada em praticantes de atividades físicas geram estímulo da síntese proteica, retardo da ocorrência de fadiga, aumento do rendimento esportivo, preservação dos estoques de glicogênio muscular e aumento dos níveis plasmáticos de glutamina.
A suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, em especial, a leucina, pode apresentar efeitos anabólicos no metabolismo, aumentando significativamente a taxa de síntese, diminuindo a taxa de degradação de proteína na musculatura em repouso e, consequentemente, reduzindo a possibilidade de lesão muscular pós-exercício.
Acredita-se também que a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada pode reduzir a formação da serotonina, melhorando o desempenho esportivo e retardando a fadiga.
Durante exercícios de intensidade moderada a alta e de longa duração, situação na qual há maior gasto energético, é sabido que, mesmo não sendo a principal fonte para o processo de contração muscular, os aminoácidos atuam como tal durante o estresse metabólico. Para suprir a demanda, o corpo os busca no tecido muscular, criando uma situação de catabolismo, conforme explica Thais:
— Ao suplementar BCAA's, há uma tentativa de suprimir essa demanda, podendo acelerar o processo de recuperação da musculatura. Eles podem ser utilizados para recuperação mais rápida e eficiente entre treinos e competições seguidas — afirma a nutricionista.
CADERNO VIDA ZH
16/06/2010
Suplementação de Leucina e treinamento intenso
Leucina, isoleucina e valina, os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA), compõe cerca de um terço das proteínas musculares. Desses aminoácidos, a leucina tem sido a mais estudada porque sua taxa de oxidação é maior que da isoleucina ou da valina. A leucina também estimula a síntese protéica e está intimamente associada com a liberação de precursores da gliconeogênese muscular
Os níveis séricos basais de leucina em jejum diminuem em 20% durante 5 semanas de treinamento de velocidade e de força em atletas treinados, que tinham uma ingestão protéica de 1,26g/Kg do peso corporal. O conteúdo de leucina nas proteínas variam entre 5 e 10%. Há sugestões de que a ingestão recomendada de leucina na dieta atualmente será aumentada de 14 mg/kg do peso corporal/dia para um mínimo de 45 mg/kg do peso corporal/dia para indivíduos sedentários, e maior para aqueles que treinam intensamente, a fim de otimizar as taxa de síntese protéica corporal.
O consumo de BCAA (30-35% de leucina) antes ou durante o exercício aeróbico pode prevenir ou diminuir a taxa líquida de degradação protéica, pode melhorar a performance física e mental e pode ter um efeito poupador na degradação de glicogênio muscular. Contudo, a suplementação de leucina (200mg/kg do peso corporal) 50 minutos antes do exercício aeróbico não apresentou efeitos na performance. Durante 5 semanas de treino de força e velocidade, a suplementação de leucina em 50 mg/Kg do peso corporal/dia, com uma ingestão protéica em 1,26g/Kg do peso corporal/dia, parece prevenir a diminuição dos níveis de leucina em atletas treinados. A suplementação de um metabólito da leucina, o beta-hydroxi-beta-metilbutirato (HMB), 3g/dia em humanos que realizavam um intenso treino de força resultou em aumentos na massa livre de gordura, além de melhoras nos níveis de força. A quebra de proteína muscular (proteólise) também diminuiu com o HMB, acompanhado de níveis mais baixos de enzimas marcadoras de lesão muscular e uma média de 50% no plasma dos níveis de aminoácidos essenciais (indicando menor degradação protéica).
Além disso, a suplementação de BCAA (76% de leucina) em combinação com restrição energética moderada tem mostrado induzir a uma significante e perda preferencial de tecido adiposo visceral e permite uma manutenção de um alto nível de performance física. Atenção deve ser dada ao interpretar o número limitado de estudos nessa área, uma vez que, em muitos deles, a leucina foi completada como parte de uma mistura de BCAA. Consequentemente, mais investigações sobre os efeitos da suplementação isolada de leucina se fazem necessárias.- O artigo citado mostra diversos benefícios da suplementação de leucina, além da sua concentração no tecido muscular. Com isso, verifica-se a importância da ingestão desse aminoácido, assim como todos os aminoácidos de cadeia ramificada, ou seja, aqueles que o músculo utiliza preferencialmente como fonte de energia. O único momento em que a suplementação de leucina não se mostrou eficaz foi durante os exercícios aeróbicos, excetuando quando combinado com outros aminoácidos de cadeia ramificada, já que a suplementação de BCAA melhorou performance física e mental, além de poupar o glicogênio muscular durante atividades aeróbicas. Os maiores benefícios na suplementação de leucina se dão nos atletas de força e velocidade, demonstrando diminuição da degradação protéica, poupando proteína muscular durante o exercício e na recuperação e, como consequência, aumentos na massa magra e força muscular.

