04/07/2012
Leucina e dislipidemias
03/07/2012
Produtos novos na maxximum
07/03/2012
Papel dos carboidratos na recuperação muscular

05/09/2011
Resultados
Pessoal, aqui está o resultado após o uso do pré-treino Assault.
Foi de aproximadamente 1 mês e 15 dias.
17/08/2011
Entendendo os pré-treinos - Parte 03 - O Efeito volumizador
O Glicerol é um dos principais componentes dos pré-treinos responsável pela “volumização” muscular. É uma substância altamente hidrofílica, que leva mais água para os vasos sanguíneos e músculos, amplificando o “pump” e melhorando o transporte de nutrientes. O glicerol consegue entrar na célula muscular e atrair água, facilitando o transporte de aminoácidos para dentro da célula e síntese protéica. Então, para praticantes de musculação, o glicerol é benéfico pelas seguintes razões:
Reposição dos estoques de glicogênio

Com a ingestão concomitante de carboidratos, os níveis séricos de açúcar no sangue são suprimidos em 50% sem alterações nos níveis de insulina, ou seja, se retém mais glicogênio muscular, aumentando a captação de glicose e diminuindo a possibilidade de estocá-la sob forma de gordura.
No estudo clássico de Todd e Allen (1958), realizado em ratos, tanto o glicogênio muscular quanto o hepático aumentou na amostra suplementada com glicina. Além da maior velocidade com que os estoques foram repostos após o exercício. No estudo de Varnier e colaboradores (1995), a suplementação de glicina + glutamina + alanina contribuiu para aumentos significativos na concentração de glicogênio muscular em humanos.
Isso se deve, ao estímulo da glicina na atividade da enzima glicogênio sintetase (que atua na reposição do glicogênio) (Hernández e colaboradores, 2008) e na supressão na atividade de uma outra enzima, a glicogênio fosforilase (que atua na depleção do glicogênio) (Wright e colaboradores, 2005).

Aumenta a absorção de creatina, já que a captação de creatina é mediada também pela glicose e pela insulina, a glicina também contribui para isso.
Melhora atividade do Sistema Nervoso Central. A glicina inibe neurotransmissores que causam hiperatividade e ansiedade, sendo um bom suplemento pós-treino para quem treina de noite e dorme logo depois.
Referências:
Hernández F, Gómez-Ramos A, Goñi-Oliver P, Avila J, Villanueva N. Role of polyglycine repeats in the regulation of glycogen synthase kinase activity. Protein Pept Lett. 2008;15(6):586-9.
W. R. Todd and Marilouise Allen. Synthesis of Tissue Glycogen in Rats Prefed Diets With Added Glycine. American Journal of Physiology, 194:(2) 338-340. 1958.
Varnier M, Leese GP, Thompson J, Rennie MJ. Stimulatory effect of glutamine on glycogen accumulation in human skeletal muscle. Am J Physiol. 1995 Aug;269(2 Pt 1):E309-15.
Wright SW, Rath VL, Genereux PE, Hageman DL, Levy CB, McClure LD, McCoid SC, McPherson RK, Schelhorn TM, Wilder DE, Zavadoski WJ, Gibbs EM, Treadway JL. 5-Chloroindoloyl glycine amide inhibitors of glycogen phosphorylase: synthesis, in vitro, in vivo, and X-ray crystallographic characterization. Bioorg Med Chem Lett. 2005 Jan 17;15(2):459-65.
04/08/2011
Entendendo os pré-treinos - Parte 02 - O Efeito vasodilatador
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O efeito vasodilatador é talvez um dos mais proeminentes de pré-treinos de boa qualidade, tornando a arginina (potente vasodilatador) num dos ingredientes principais desses produtos. Embora alguns produtos sejam vendidos como “óxido nítrico” ou NO-, não é propriamente o NO que está sendo vendido, até porque o mesmo é um gás.
O que ocorre é que nosso organismo produz naturalmente o óxido nítrico a partir da L-arginina. Essa reação ocorre nos vasos sanguíneos, no endotélio. Então, a partir do aminoácido L-arginina, é produzido L-citrulina e NO. O NO então provoca um relaxamento, dilatando os vasos sanguíneos e um efeito hipotensor (diminuição da pressão arterial). A título de curiosidade, a descoberta das propriedades do óxido nítrico na década de 80, lhe renderam o título de “molécula do ano” em 1992 pela Revista Science e foi criada uma revista científica somente para a publicação de estudos sobre essa molécula.
Durante o exercício, produzimos naturalmente óxido nítrico pelo estresse de cisalhamento do sangue no endotélio dos vasos sanguíneos. O propósito da suplementação de arginina é fornecer mais reagente para a produção de NO.

Mas, além do efeito visual e hipotensor, qual seria o propósito do uso de L-arginina no que se refere ao treinamento de força?
Segundo Paddon-Jones e colaboradores (2004), a arginina, combinada com a creatina (o que ocorre na maioria dos pré-treinos de qualidade), exerce um efeito benéfico na massa muscular magra. No estudo de Zajac e colaboradores (2010), L-arginina e L-ornitina combinadas elevam as concentrações de hormônio do crescimento e IGF-1 após o treinamento de força exaustivo, além de aumentar a vasodilatação em exercícios onde é provocada uma hipóxia muscular (restrição do suprimento de oxigênio muscular) (Casey e colaboradores, 2010). Álvares e colaboradores (2011) afirmam que, mesmo não havendo um consenso sobre os seus efeitos ergogênicos, a suplementação de L-arginina é bem tolerada por humanos. Em pacientes com doença arterial periférica, a suplementação de 3gr/dia melhorou a velocidade de caminhada nos testes em esteira (Oka e colaboradores, 2005).

Ou seja, há diversos estudos que dão crédito à L-arginina. Todos os estudos científicos igualmente devem ser vistos com olhar crítico, pois todos possuem limitações. Além do suplemento utilizado, há diversos outros fatores a serem considerados. Por exemplo, o protocolo de treinamento. Observem que no estudo citado acima, as elevações de Hormônio do Crescimento e IGF-1 se deram após um treino de força intenso. Logo, o exercício também precisa causar uma alteração no estado de homeostase no organismo.
A qualidade da composição do pré-treino também influencia a absorção da arginina. Na forma L-argina como suplementação (ou seja, de maneira exógena), alguma parte do aminoácido pode ser absorvido pelas células intestinais. Por isso, nas formas AKG, malato, HCl entre outras, o aminoácido consegue passar mais ileso pelo trato gastrointestinal e chegar na corrente sanguínea.
Coadjuvantes da arginina:
Além da arginina, podem ser acrescentados outros elementos para potencializar os resultados.
Citrulina: aumenta a expressão e a conversão de outros aminoácidos em L-arginina;
Ornitina: precursor da arginina, além de aumentar o seu tempo de ação;
Norvalina: inibidor da enzima arginase, aumenta as concentrações de arginina no sangue;
Histidina: potencializa a ligação do NO às proteínas sanguíneas, melhorando sua ação vasodilatadora;
Rutaecarpina: extraído da fruta Evodia Rutaecarpa, é um alcalóide que estimula a produção de NO, além de combater a vasoconstrição causada por estimulantes como a cafeína;
Nicotinamida Adenina Dinucleotídeo (NAD): uma das principais responsáveis pela conversão de L-argina em óxido nítrico.
Referências:
Álvares TS, Meirelles CM, Bhambhani YN, Paschoalin VM, Gomes PS. L-Arginine as a potential ergogenic aid in healthy subjects. Sports Med. 2011 Mar 1;41(3):233-48.
Casey DP, Madery BD, Curry TB, Eisenach JH, Wilkins BW, Joyner MJ. Nitric oxide contributes to the augmented vasodilatation during hypoxic exercise. J Physiol. 2010 Jan 15;588(Pt 2):373-85. Epub 2009 Nov 30.
Paddon-Jones D, Børsheim E, Wolfe RR. Potential ergogenic effects of arginine and creatine supplementation. J Nutr. 2004 Oct;134(10 Suppl):2888S-2894S.
20/07/2011
Entendendo os pré-treinos - Parte 01 - O Efeito estimulante
Os pré-treinos ou pre-workouts tornaram-se uma febre há algum tempo nos EUA e, mais recentemente, no Brasil. Diversos meios de comunicação ditos sérios e que deveriam passar uma informação imparcial, passam apenas preconceitos e visões distorcidas de quem nunca pisou numa academia, de quem não leva o treinamento a sério ou não coragem e determinação para isso.
Basicamente, um pré-treino vai proporcionar maior vasodiltação e “inchaço” agudo da musculatura (que ocorre normalmente após o treino, porém em maior magnitude – mulheres, não se apavorem que vocês não irão parecer culturistas com um simples pré-treino), assim como melhoras no foco e disposição. Além de já fornecerem nutrientes para recuperação muscular e diminuição do catabolismo (visto que o estímulo do Sistema Nervoso Simpático provocado por alguns estimulantes pode aumentar o catabolismo protéico, alguns já tentam remediar esse efeito). Outros adicionam itens interessantes, como ervas estimuladoras naturais da produção de testosterona (caso do Bullnox – Betancourt Nutrition – e Ravage – GNC).
Um ou outro pré-treino se diferencia de acordo com o seu foco... Alguns proporcionam excelente vasodilatação, outros potencializam o “inchaço”, outros o foco e a disposição.

Por exemplo, o Jack3d (leia-se, em inglês Jacked) é um dos mais polêmicos e um dos que mais prometem disposição e foco do mercado. Para quem termina o dia muito cansado e não tem disposição para treinar, é uma boa indicação. Porém, em termos de hipertrofia muscular, não é seu forte, porque justamente ele tenta compensar os nutrientes que não têm proporcionando muita disposição para aumentar a intensidade do treino. Seria interessante combiná-lo com um bom BCAA ou produtos que possuem excelentes combinações de BCAAs e glutamina, como o Xtend (Scivation) ou o Pwer Shock (VPX). A imprensa assusta as pessoas sobre o estímulo do Jack3d? Sim, mas alguém já faleceu por causa de um Jack3d? Lamento, mas então a venda de alguns chás fortes deveria também ser controlada, sendo o efeito estimulante de umas 4 ou 5 inocentes xícaras bem semelhante a uma dose do Jack3d. Porque não controlam também a venda de cigarros, carnes gordurosas, açúcares refinados? Esses sim, grandes causadores de colesterol alto, diabetes, Síndrome Metabólica e, consequentemente, muitas mortes por aí.
A minha observação aqui vale nos efeitos que algumas substâncias que excitam demais o Sistema Nervoso Simpático podem causar na massa muscular, caso você seja exposto por muito tempo a elas. Pode diminuir o percentual de gordura, claro; mas ao custo de massa magra (essa que mantém o metabolismo mais elevado, que mantém sua qualidade de vida e força muscular com o passar dos anos, além de uma aparência mais jovial, claro). Por isso meu conselho é alternar com outros pré-treinos que podem proporcionar mais foco e resistência, mas sem afetar tanto o estado de alerta.

Por exemplo, Power Shock (VPX) proporciona boa dose de nutrientes e bastante resistência, sem excitação. Os ingredientes queimadores de gordura do Hemorush (Nutrabolics) também são dos menos catabólicos (excelente produto para perda de gordura e ganho de massa muscular). Além do Assault (Muscle Pharm), grande sucesso nos EUA, possui estimulantes dos menos catabólicos.
E é justamente nessa parte mais polêmica que iniciaremos essa série de posts “Entendendo os pré-treinos”.
Um dos estimulantes mais utilizados são as metilxantinas (cafeína, por exemplo), estimulantes do Sistema Nervoso Central, aumentam concentração e energia. Estimulam a produção de neurotrasmissores (como a adrenalina), que transmite sinais entre as células nervosas do cérebro.
Taurina: essa age de maneira diferente, não aumentando a secreção de neutrotransmissores, mas sim melhora a transmissão dos sinais nervosos, amplificando a atividade neuromuscular.
L-Tirosina: é um aminoácido não-essencial que também atua de outra forma, na reconstituição das catecolaminas (norepinefrina, epinefrina, adrenalina, noradrenalina, dopamina etc.), atuando sinergicamente à cafeína. Melhora agilidade, concentração e também atua na “queima” de gordura e diminuição do apetite, estimulando de maneira natural os hormônios da tireóide.
L-Fenilalanina: é um aminoácido que se converte em norepinefrina e dopamina, estimulando também a concentração e agilidade.
Yohimbina: erva que é um antagonista (inibe a ação) dos receptores alfa (que, no tecido adiposo, bloqueia a ação da adrenalina nos receptores beta; ou seja, impedem a mobilização de gordura). Por isso também é utilizada em termogênicos, pois é um dos “emagrecedores” que possui maior comprovação científica (veja texto sobre esse fármaco). A Yohimbina age melhorando a ação das catecolaminas nas células nervosas, além de ser um excelente vasodilatador, agindo sinergicamente com a arginina nesse sentido.

A tão falada 1,3 Dimetilamilamina, utilizada no Jack3d, Hemorage Black Ultra Concentrate, é também conhecida como Geranamina, Metilhexaneamina ou DMAA, é um estimulante do sistema nervoso central com efeitos bem fracos quando comparada a efedrina ou outras anfetaminas, sendo mais similar à ação da adrenalina. Aumenta energia e, mais precisamente, o foco e estado de alerta. Isso talvez faça as pessoas confundirem esse sintoma com palpitações, devido à ansiedade que pode causar. A 1,3 Dimetilamilamina possui efeito moderado sobre a freqüência cardíaca de repouso. Obviamente que um hipertenso descompensado, pessoas com angina, devem escolher pré-treinos com menos estimulantes (questão de bom senso; assim como uma pessoa com colesterol elevado deve evitar carnes e queijos gordurosos).
Outros pré-treinos possuem alguns tipos de ácidos graxos benéficos à saúde que, combinados com outros nutrientes, auxiliam na queima/diminuição da síntese de gordura (Triglicerídeos de Cadeia Média, por exemplo).
Exemplos de pré-treinos com boa estimulação:
Jack3d (USP Labs), 1MR (BPI), Anarchy (VPX), Hemorage Ultraconcentrate (Nutrex), que são os mais “básicos”.
Hemorush (Nutrabolics), Morph Mega drive (ISatori), Muscle Marinade (Purus Labs), NO Shotgun (VPX) são mais completos.
13/07/2011
Ingressos para a Troy à venda
11/07/2011
O pré-treino de maior cotação nos EUA

25/06/2011
Reportagem no Programa Vida e Saúde
20/06/2011
Promoção

16/06/2011
Dica da semana: Anadraulic

13/06/2011
Comparação entre Pré-treinos
Bullnox 8,8
Morph Megadrive 8,8
Neogenix Cryoshock 8,8
Hemorush 8,8
Jack 3d – 8,8
Hemorage Concentrade 8,7
SO Shotgun 8,6
Anadraulic 8,5
SuperCharge 8,5
Superpump Max 8,5
Superpump 8,4
1M R 8,2
NO-Xplode 8,1
Yok3d - 7
VPX ANarchy 7
Nano Vapor 6,8
08/06/2011
Reportagem na Revista Época sobre Jack3d
Na Revista Época desse mês, saiu uma reportagem com o título de “Energia Duvidosa”, na qual aborda os pré-treinos, mais especificamente o famoso Jack3d. Sinceramente, não o acho o melhor pré-treino que existe, visto que o foco dele é apenas proporcionar mais disposição para treinar. Como gosto pessoal, prefiro os pré-treinos que fiquem atrás do Jack3d na questão disposição, mas que ganhem no que diz respeito a nutrientes para resistência e recuperação muscular.
Porém, esse não é o assunto que vamos abordar aqui, e sim a quantidade de bizarrices e o terrorismo feito na reportagem. Alguns podem dizer que somos uma loja e queremos vender. Não, qual é o louco que vai querer matar seu público consumidor? Alguém já viu alguém morrer devido ao uso de suplementos? “Ah, eu tive cálculo renal por conta de whey!”. Será que foi whey ou a quantidade de proteína total diária cheia de sódio e a baixa ingestão de água que ocasionou o cálculo? Sim, muito fácil colocar a culpa noutra coisa para se redimir.

Voltando ao assunto, na reportagem citava o exemplo de uma advogada que administrou o produto e passou mal. A mesma relatou que tomou o produto na hora do almoço, sendo que no rótulo diz que é para utilizar de estômago vazio. A culpa foi do Jack?
Outro ponto é sobre sua proibição. Não que a FDA nos EUA seja mais “permissiva” que a Anvisa, pelo contrário. Foi num termogênico importado que encontraram sibultramina há pouco tempo? Errado, em marca nacional que atualmente faz marketing num programa de TV aos domingos e poucas pessoas lembram disso. Certa marca nacional lançou um pré-treino com base apenas em cafeína e maltodextrina, coisa que possui um custo de produção baixíssimo e ainda tem a audácia de vendê-lo a um preço compatível ao do Jack3d. Observem o lucro que esse laboratório vai obter às custas da população brasileira, sem nenhum concorrente de qualidade superior regularizado. Alguém tem alguma dúvida porque a Anvisa não libera diversos produtos no Brasil? É certo laboratórios nacionais fabricarem whey 100% isolado com lactose, mesmo que em concentrações baixas? E se um intolerante à lactose muito sensível ingerir esse produto que possui a promessa de ser 100% livre de lactose? Afinal, quem engana o consumidor aqui?
As explicações na reportagem são mais contraditórias ainda. Porque quanto aos efeitos ergogênicos sobre os componentes é ressaltado que não há comprovação científica. Entretanto, mesmo que igualmente sobre os efeitos colaterais há somente especulações, esses são colocados de forma sutil como certeiros.
Vamos aos componentes:
“L-arginina alfa-cetoglutarato Aminoácido que aumenta a produção do gás óxido nítrico nos vasos sanguíneos. Como eles se dilatam, aumenta o fluxo de sangue, e mais oxigênio e energia chegam aos músculos. Não há comprovação de seus efeitos sobre o crescimento muscular. Pode causar palpitação, tontura e desmaio”
Anteriormente é dito na reportagem que o corpo produz uma quantidade enorme de L-arginina, por isso não seria necessária a sua suplementação. Como então uma pequena quantidade a mais iria causar todos esses efeitos colaterais? Como causaria palpitação se a L-arginina é um vasodilatador? Não há evidências concretas sobre esses efeitos.
Segundo Paddon-Jones e colaboradores (2004), a arginina, combinada com a creatina, exerce um efeito benéfico na massa muscular magra. No estudo de Zajac e colaboradores (2010), L-arginina e L-ornitina combinadas eleva as concentrações de hormônio do crescimento e IGF-1 após o treinamento de força exaustivo, além de aumentar a vasodilatação em exercícios onde é provocada uma hipóxia muscular (restrição do suprimento de oxigênio muscular) (Casey e colaboradores, 2010). Álvares e colaboradores (2011) afirmam que, mesmo não havendo um consenso sobre os seus efeitos ergogênicos, a suplementação de L-arginina é bem tolerada por humanos. Em pacientes com doença arterial periférica, a suplementação de 3gr/dia melhorou a velocidade de caminhada nos testes em esteira (Oka e colaboradores, 2005).
Ou seja, há diversos estudos que dão crédito à L-arginina. Todos os estudos científicos igualmente devem ser vistos com olhar crítico, pois todos possuem limitações. Além do suplemento utilizado, há diversos outros fatores a serem considerados. Por exemplo, o protocolo de treinamento. Observem que no estudo citado acima, as elevações de Hormônio do Crescimento e IGF-1 se deram após um treino de força intenso. Logo, o exercício também precisa causar uma alteração no estado de homeostase no organismo.
“Creatina mono-hidratada Aminoácido aprovado na forma isolada pela Anvisa. Sua comercialização misturada a outras substâncias está proibida no brasil. Fornece energia para os músculos. Pode elevar a pressão arterial.”
Numa postagem anterior, fizemos diversos textos sobre a suplementação de creatina. Não há evidências que a suplementação de creatina aumente a pressão arterial de maneira significativa. Tanto que, clinicamente, usa-se esse suplemento por grandes intervalos de tempo em pacientes com doenças degenerativas, sem quaisquer alterações na pressão arterial ou em marcadores de função renal ou hepática.
Claro que tudo o que é demais não é bom. Obviamente, se você consumir um pote de creatina por dia, poderá ter problemas. Assim como consumir carne vermelha, chocolate, sal e afins em excesso poderá ter diversos problemas, como triglicerídeos, colesterol e pressão arterial altos. E nem por isso esses produtos são vendidos com controle.
Igualmente não há evidência de que o consumo combinado, por exemplo, com cafeína, poderia trazer malefícios à saúde.
“1,3 dimetilamilamina De onde vem o “3d”. Em combinação com a cafeína, é usada para queimar gordura. é considerada doping. Por ser um estimulante do sistema nervoso, há suspeitas de causar dependência.
Cafeína composto químico excitante. No rótulo, a quantidade não está declarada, mas o fabricante afirma que mais de três doses podem causar efeitos indesejados, como insônia, taquicardia e dificuldade de concentração
Schizandrol A. Aumenta as concentrações de dopamina e serotonina no cérebro, substâncias que estimulam a sensação de prazer e bem-estar. Há poucos estudos sobre seus efeitos realizados em humanos.”
Na realidade, a 1,3 dmetilamilamina é proibida pelo COI mais por falta de evidência de seus efeitos do que qualquer outro fator. Ela, claro, é estimulante do sistema nervoso. Em 200 ml de Coca-Cola, a quantidade de cafeína por chegar a 46mg. Uma xícara de café ou chá forte possuem de 50 a 70 mg de cafeína. Até pouco tempo atrás, concentrações maiores que 12mg/mL de cafeína era considerada doping. Coca-Cola, café ou chás possuiam venda controlada?
Imaginem as pessoas que consomem 2, 3 litros de Coca-Cola por dia! Aqui vale o que foi colocado anteriormente, tudo em excesso não faz bem. Por isso, no Jack3d há um medidor que deve ser respeitado. Achou muito forte a dose? Use meia dose.
Schizandrol aumenta as concentrações de dopamina e serotonina no cérebro, assim como chocolate, exercício... Precisamos comentar mais alguma coisa?
Observem o terrorismo com que foi tratado o assunto. É de se perguntar, por quê tudo que se refere a exercícios físicos, suplementação, a população leiga vê como ilegal, estranho e rotula como malefício? Em algumas academias, as pessoas que treinam intensamente, são observadas, muitas vezes, com olhares de reprovação. Para essas pessoas, isso é determinação. Seria melhor elas ficarem em casa, sendentárias como futuras candidatas a diabetes, pressão alta?
Com suplementos acontece a mesma coisa. As pessoas rotulam como “bomba”, que faz “mal” e o fazem com um cigarro entre os dedos, com seus fígados gordurosos devido ao consumo de gordura e àquele pastel diário regado a óleo utlizado por semanas na fritura.
Que a imprensa e a própria Anvisa deixem de ser hipócritas e parem de procurar assunto para fazerem terrorismo, ao invés de atacarem a indústria milionária do tabaco, do álcool que destroem vidas, famílias...
Referências
Álvares TS, Meirelles CM, Bhambhani YN, Paschoalin VM, Gomes PS. L-Arginine as a potential ergogenic aid in healthy subjects. Sports Med. 2011 Mar 1;41(3):233-48.
Casey DP, Madery BD, Curry TB, Eisenach JH, Wilkins BW, Joyner MJ. Nitric oxide contributes to the augmented vasodilatation during hypoxic exercise. J Physiol. 2010 Jan 15;588(Pt 2):373-85. Epub 2009 Nov 30.
Oka RK, Szuba A, Giacomini JC, Cooke JP. A pilot study of L-arginine supplementation on functional capacity in peripheral arterial disease. Vasc Med. 2005 Nov;10(4):265-74.
Paddon-Jones D, Børsheim E, Wolfe RR. Potential ergogenic effects of arginine and creatine supplementation. J Nutr. 2004 Oct;134(10 Suppl):2888S-2894S.
Zajac A, Poprzecki S, Zebrowska A, Chalimoniuk M, Langfort J. Arginine and ornithine supplementation increases growth hormone and insulin-like growth factor-1 serum levels after heavy-resistance exercise in strength-trained athletes. J Strength Cond Res. 2010 Apr;24(4):1082-90.
06/06/2011
Novos Pré-treinos



27/05/2011
24/05/2011
Dica da semana: VPX Meltdown - com estudo científico

18/05/2011
Dica da semana

17/05/2011
Reportagem na Zero Hora sobre Bcaa´s
Saiba o que são os poderosos BCAA'S, aminoácidos que fornecem energia aos músculos
A suplementação desses aminoácidos pode apresentar efeitos anabólicos no metabolismo
Em inglês, a sigla significa Branched Chain Amino Acids. Em alta quando o assunto é nutrição, os BCAA's também são conhecidos como aminoácidos de cadeia ramificada, composto por três aminoácidos essenciais — leucina, isoleucina e valina. Por não serem produzidos em nosso organismo, precisamos obtê-los pela alimentação: carnes em geral, ovos, leite e seus derivados são ricos na substância, assim como os suplementos. A proteína isolada do soro do leite, a famosa whey protein, é uma das fontes mais ricas.
Segundo a nutricionista da rede Mundo Verde, Thais Souza, aproximadamente 17% dos BCAA's são encontrados nas proteínas dos músculos, para os quais esses aminoácidos fornecem até 16% de energia.
Estudos apontam que a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada em praticantes de atividades físicas geram estímulo da síntese proteica, retardo da ocorrência de fadiga, aumento do rendimento esportivo, preservação dos estoques de glicogênio muscular e aumento dos níveis plasmáticos de glutamina.
A suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, em especial, a leucina, pode apresentar efeitos anabólicos no metabolismo, aumentando significativamente a taxa de síntese, diminuindo a taxa de degradação de proteína na musculatura em repouso e, consequentemente, reduzindo a possibilidade de lesão muscular pós-exercício.
Acredita-se também que a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada pode reduzir a formação da serotonina, melhorando o desempenho esportivo e retardando a fadiga.
Durante exercícios de intensidade moderada a alta e de longa duração, situação na qual há maior gasto energético, é sabido que, mesmo não sendo a principal fonte para o processo de contração muscular, os aminoácidos atuam como tal durante o estresse metabólico. Para suprir a demanda, o corpo os busca no tecido muscular, criando uma situação de catabolismo, conforme explica Thais:
— Ao suplementar BCAA's, há uma tentativa de suprimir essa demanda, podendo acelerar o processo de recuperação da musculatura. Eles podem ser utilizados para recuperação mais rápida e eficiente entre treinos e competições seguidas — afirma a nutricionista.
CADERNO VIDA ZH
Bullnox experience...

Depois do treino de peito.
Antes do treino, ele dá uma boa pilha e disposição, formiga bem (ainda acho que o Ravage formiga mais, por conta da beta-alanina). Durante o treino um bom foco e pilha, além de aumentar a termogênese (você se sente mais quente também).
Pós-treino, ele dá uma vasodilatação satisfatória (Shotgun e Ravage dão mais), mas o inchaço é ALGO. Dá um inchaço muscular excelente, com muita qualidade.
Seria interessante testá-lo por algumas semanas, visto que ele tem estimulantes naturais de testosterona.
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